Quem é o DJ Alma

Muito prazer, DJ Alma

Madrugada de 1998. Uma TV pequena na periferia de Curitiba, o volume baixo para não acordar a casa. Faltavam poucos segundos no Jogo 6 das Finais, e o Michael Jordan estava com a bola.

Eu já sabia o resultado. Era reprise — a Band passava os jogos depois, e quem não tinha TV por assinatura assistia assim, atrasado. Não fez diferença nenhuma. Quando o Último Arremesso caiu, eu vibrei como se fosse ao vivo. Até hoje, é a cesta que eu guardo na memória.

Para um garoto brasileiro, gostar mais de basquete do que de futebol era coisa rara. Eu gostava. Fugia da aula para jogar na educação física das outras turmas, ganhei duas medalhas de ouro nos jogos estudantis e fui treinar no time da prefeitura de Araucária. A bola laranja nunca mais saiu da minha vida.

A vida seguiu por outro caminho, o da sala de aula. Virei filósofo, professor universitário e pós-doutor em Educação. Meus alunos, que adoram um trocadilho, transformaram o Djalma em DJ Alma. O apelido pegou.

Mas o basquete continuou. Toda terça à noite jogo com os amigos, e na resenha depois do jogo sou eu quem conta o que está rolando na NBA. No instituto que presido, mantemos projetos sociais que levam crianças para a quadra. E em casa tenho a melhor torcida possível: a Rosi e o Pepe, que acompanhavam comigo os jogos do Lakers por causa do LeBron.

Então o LeBron foi para Philadelphia.

Fui procurar cobertura em português sobre a nova casa dele e encontrei pouca coisa confiável. Muito rumor sem fonte, muita tradução apressada. Se eu estava sentindo essa falta, muita gente também estava. Foi assim que nasceu o DJ Alma on Fire.

O que você vai encontrar aqui

A Última Dança do LeBron em Philly, contada capítulo por capítulo. O pós-jogo do Sixers com o que rolou em quadra e o que disseram nas coletivas, já traduzido. Os bastidores e as negociações no Babado Checado, onde rumor só entra com fonte e com etiqueta dizendo o quanto dá para confiar. E o melhor do resto da NBA, porque ninguém vive só de um time.

A regra da casa é simples. O que é fato, eu checo antes de escrever, e a fonte está sempre linkada para você conferir. O que é opinião vem assumida, com a minha assinatura, do jeito que a gente discute basquete na resenha: com paixão, com crítica e sem ficar em cima do muro.

Por que “on fire”

Porque é o que se diz de quem está pegando fogo em quadra. E porque é assim que eu fico quando o jogo aperta — de Curitiba, com a Rosi e o Pepe do lado, agora num horário bem mais amigo, já que os jogos do Sixers costumam começar às oito ou nove da noite no horário de Brasília.

O LeBron escolheu Philly para a última dança. Resta saber até onde ela vai. Vem acompanhar comigo.

— DJ Alma